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MAIS JOVEM NA HORA DO ALMOÇO
Imagine você ir a uma clinica no horário do almoço e voltar para o trabalho com uma pele mais lisa, suave e rejuvenescida. Isso não é utopia, é realidade.

 

   A falta de tempo da vida corrida, o trabalho, os horários apertados e a necessidade de uma aparência mais jovial traze­m um novo comportamento nas metrópoles. O horário do almoço e o fim de tarde se tornaram os horários nobres das clinicas de beleza, provocados pelo avanço dos tratamentos antienvelhecimento de última geração.
   A tecnologia a laser conside­rada a mais avançada e que pa­recia insubstituível já vem sen­do ameaçada pela do plasma, a mesma tecnologia das televi­sões. Já chegou também à me­dicina com o propósito de rejuvenescer rapidamente sem al­terar a rotina das pessoas.
   Enquanto os procedimentos cirúrgicos de longa recupe­ração e risco vão tendo indicações cada vez mais restritas, as pessoas exigem e usufruem os procedimentos minimamente invasivos de rápida recuperação e sem interrupção das ati­vidades. São aplicações de bo­tox, preenchimentos aplicados em sulcos profundos, marcas de expressão e cicatrizes.
   Há lasers que removem manchas sar­das, vasinhos e outras imperfeições fa­ciais em sessões de 20 minutos. Bioplas­tia para modelar a face. Aparelhos para estimular colágeno e retrair a flacidez.
   Efeitos mágicos? Não. Esse novo seg­mento da medicina é recheado de téc­nicas avançadas e que ainda vão ao en­contro das necessidades do mundo mo­derno. Resultados rápidos, sem perda de tempo e com indispensável segurança.
   Recente estatística americana mostra que no último ano os procedimentos dermato-cosméticos não-invasivos cres­ceram 25% e que a maioria é realizada em clinicas, não necessitando de hospi­tal. A anestesia deixa de ser um fantasma e é conseguida com avançados cremes anestésicos. O Brasil não fica atrás, mas existe a preocupação dos órgãos compe­tentes com a popularização e banalização dos métodos, produtos e dos pro­fissionais.
   Nos EUA, é limitada aos dermatolo­gistas e cirurgiões plásticos. Infelizmente não é o que vemos no Brasil. São pro­dutos similares, de países que não apre­sentam controle de qualidade, e vendi­dos pela metade do custo. Profissionais utilizam-se dessas vantagens para ofere­cer menores custos e obter maiores lu­cros em detrimento da qualidade e se­gurança.
Embora pareçam fáceis, existem ris­cos e complicações e a escolha do pro­fissional é o primeiro passo para um fim de tarde tranqüilo e mais jovem.

 

Fonte:
Jornal Bom Dia - Caderno Especial Bom Dia RP
Artigo de Dr. João Carlos Pereira
Dermatologista e Cirurgião Dermatológico pela SBD
Membro da American Society of Cosmetic Surgery